Óleo.
Observo-te. Julgando como um Deus, agindo como um demônio. Praticando injustiças com justificativas injustas sobre o que nunca lhe interessou. Agindo impecável diante de uma infinidade de pecados que sempre o couberam, mas nunca lhe foram ditos. Afogado em inseguranças sobra a confiança daquela que sempre o segurou. Atuando com a lealdade que não possui, pela moral que não o convém no teatro que nunca pisou.
Pedindo o que não quer, exigindo o que não tem direito.
Sendo patético, sendo o inferno, sendo o “não”.
Somos consequências, espelhos deformados, água e óleo.
Somos impraticáveis. Somos impossíveis.
